• Autora: Psicóloga Ana Carina Dotto Sulzbach

DEPRESSÃO. O que eu preciso saber?


DEPRESSÃO: Notícias nas redes sociais informando que a Depressão venceu mais uma vez, me deixam com o coração partido. Tenho trabalhado ao longo da minha carreira com pessoas deprimidas e, percebi que as diversas formas de manifestação da depressão costuma levar a muitos equívocos. Sinais que seriam importantes de se observar, não são levados a sério, e isso acaba retardando a busca por ajuda.

Vez ou outra, é provável que você já tenha sentido aquela vontade de se recolher, ficar quieto, afastado do mundo, sem ânimo para fazer nada. Essa pode ser uma manifestação pontual, sem consequências danosas.

Mas quando há uma tendência persistente à depressão e à tristeza que foge da normalidade, o sinal de alerta deve ser aceso. Nem sempre os sinais são claros, e quando comparados a uma coletividade, podem parecer atitudes ‘normais’ de uma geração e assim passam desapercebidos (como passar longos períodos como que anestesiados, ou permanecer isolado no quarto por muitos dias, sem contato com ninguém).

É importante que fique bem claro que a Depressão ou Transtorno Depressivo Maior é um diagnóstico feito por um Especialista (Psicólogo/a ou Psiquiatra). Não é correto sair por aí diagnosticando sem conhecimento e formação para isso. Porém, é importante ficar atento a alguns sintomas que são comuns.

A Depressão é percebida como uma redução brusca ou gradual na vontade e no prazer em fazer coisas cotidianas, tais como atividades (trabalho, lazer, esportes), interações, alimentação, sexo. É como se algo tivesse mudado radicalmente na sua forma de ver o mundo, as pessoas e o futuro, fazendo com que não se sinta capaz de lidar com a sua vida e seus problemas - que tomam uma proporção muito maior do que são de verdade.

A pessoa foca em eventos do passado, como fracassos, dificuldades e perdas, bem como na sensação de estar desconectado de tudo, e nada ser tão importante assim... Tudo parece ter perdido a graça e a urgência.

Além da experiência individual desagradável, o deprimido também sofre com a incompreensão de sua condição por familiares e amigos, que consideram incômodas as reclamações repetitivas, a procrastinação e a falta de iniciativa. Muitas vezes se afastam porque seus conselhos não são levados em consideração, piorando o estado de isolamento.

Existem formas mais brandas de Depressão, em que a pessoa até permanece realizando suas atividades habituais, mas com alguma perda na produtividade, na energia, na qualidade de vida em geral, ou nos relacionamentos.

O fundo do poço é mais próximo para quem já está dentro dele, porém a saída também é mais fácil para aquele que não desceu tão fundo. Daí a importância de ficar atento a essas manifestações, como forma de prevenção, antes que prejuízos (como desemprego, separação, conflitos familiares, problemas financeiros) possam gerar mais sofrimento.

Desamparo, desesperança, desinteresse e desespero podem ser perigosos indicativos de risco de suicídio. Um desfecho cada vez mais comum, que aumenta a cada ano, principalmente em populações mais jovens e mais idosas. A atenção deve ser redobrada ao se ouvirem frases como "Gostaria de dormir e não acordar mais", "eu queria morrer", "eu vou sumir". Uma pessoa não falaria isso, se não tivesse antes pensado.

Felizmente, existem diversas formas de se tratar a Depressão, não permitindo que ela evolua para casos graves e incapacitantes. Psicoterapia é indicada para a maioria dos casos. Medicações e suplementações podem auxiliar muito o avanço psicoterápico, bem como mudanças no estilo de vida, em algumas situações são imprescindíveis, A internação é um recurso válido para preservar a vida e a integridade física, por isso, livre-se de preconceitos: a vida é a prioridade máxima!

A forma de tratamento mais adequada para cada pessoa pode ser indicada por um profissional. Após a indicação terapêutica, o passo mais importante é a confiança e adesão ao tratamento. Não basta apenas 'consultar', é necessário 'engajar' para fazer efeito.

O Psicólogo entende que a dor que o deprimido sente é verdadeira, e busca auxiliá-lo a encontrar soluções realísticas para seus problemas. Existem muitas saídas, mas nem sempre são encontradas em um caminho solitário.

Por isso, se você conhece alguém que esteja deprimido, auxilie-o a buscar ajuda profissional. Nós, da área ‘Psi’ – Psicólogos(as) e Psiquiatras - somos companheiros de jornada daqueles que sofrem, e temos recursos para tornar essa caminhada menos sofrida.

Se você tem se percebido de uma forma que não parece com seu jeito habitual de ser, procure ajuda. É possível retomar a esperança, o sentido da vida, as habilidades de solucionar problemas, realizando o tratamento adequado.

Informação e desmistificação salvam vidas!

(FOTO: Acervo Canva.com)

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